Arquivo mensal: setembro 2014

The Scar Boys por Len Vlahos

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Harry foi atingido por um raio aos oito anos de idade, em um “acidente” causado por bullyings da sua rua, e ficou com uma cicatriz no seu rosto. Depois de passar a vida toda sofrendo por sempre ser determinado por sua cicatriz, aos dezoito anos de idade ele decide tomar as rédeas de sua vida e agora é a vez de Harry contar a sua vida – desde a infância difícil, até suas primeiras amizades, amores e sua trajetória de (quase) rock-star.

Apesar de Harry foi um personagem incrivelmente fácil de se conectar lendo o livro, apesar de sua cicatriz ter definido como as pessoas o julgariam quando o vissem a vida toda ainda assim, por dentro, ele continua sendo apenas um adolescente com as mesmas inseguranças e problemas que todos nos passamos. Esse foi o ponto que eu mais gostei do livro, o fato de que Vlahos não escreveu Harry como um herói ou como um adolescente diferente (mais filosófico, mais profundo, mais adulto e resolvido) só pela sua cicatriz, como muitos autores fazem, pelo contrário Harry tem vários defeitos e faz decisões erradas, mas isso é algo natural em um adolescente e nos sempre conseguimos ver as motivações que o levaram a isso.

Eu gostei bastante dos personagens secundários também, pois todos eles foram necessários para a história de Harry e decisivos em moldar fatores da personalidade dele – também eram muito bem representados com falhas e qualidades. Outro ótimo fator da história é que ela é perfeita para amantes de rock! Além de Harry e seus amigos terem uma banda, os capítulos também levam o títulos de músicas – não li todos capítulos acompanhados com as músicas título, mas com os que eu li curti bastante a combinação.

O único problema que eu tive com o livro foi que no começo, quando Harry está nos contando da sua infância tive dificuldade em entrar na história porque o tom era bem bibliográfico, como se o autor estivesse só nos contando fatos e não um história romantizada sabe? Mas assim que Harry entra para o ensino médio esse tom foi embora e pude entrar realmente na história.

Recomendo o livro para amantes de rock e música, pessoas que sempre sonharam em ter uma banda, fãs de livros contemporâneos que tratem de desabilidades físicas. O livro foi publicado pela Egmont USA em janeiro desse ano, e o nível de inglês é básico.

Sobre como avaliava um livro antes do blog X como eu avalio um livro agora

Oi gente, hoje eu vou discutir um pouco com vocês sobre a avaliação das pessoas de livros no Skoob e sobre como eu avalio os livros nesse site (no meu blog eu não uso o sistema de estrelas para as minhas resenhas). Em todas páginas de livros do Skoob como essa daqui nos temos uma parte abaixo onde diz “Estatísticas” e ali nos temos de 1 a 5 estrelas e a percentagem de pessoas que usou cada avaliação e sempre quando eu vou olhar 99% dos livros aparacem como grande maioria avaliou como cinco estrelas – algo que eu acho incrivelmente estranho, como pode que os livros sempre acabam indo parar na mão de pessoas que os amam? Como pode que tão poucas pessoas acabam não gostando do livro? Mesmo livros com milhares de leitores acabam tendo grande maioria avaliando como 5 estrelas.

Isso me fez pensar sobre como eu considero as estrelas depois do blog e como outras pessoas/como eu antes do blog avaliava meus livros. Bom, atualmente eu uso elas assim: 1 estrela – odeie completamente o livro, nenhum fator ao longo da história pode mudar minha opinião / 2 estrelas – na maior parte dos casos são livros que eu acho que outras pessoas podem gostar, mas que não funcionou comigo, mas ainda assim o autor tentou seja na escrita, na criação de um universo fantástico/paranormal / 3 estrelas – normalmente são livros bons, que não tiveram nenhuma grande falha, mas não me fizeram sentir muita conexão com a história também, recomendo para pessoas que gostam do gênero do livro / 4 estrelas – amei o livro, pode até ser um favorito do ano, definitivamente vou querer reler no futuro / 5 estrelas – esses livros são os mais raros, reservo para aqueles livros que me fizeram sentir algo incrivelmente forte e/ou me fizeram rever meu modo de pensar, encarar o mundo.

Outra coisa que eu vi esses dias, estava olhando entre resenhas de um livro e tinha uma resenha super negativa (ao meu ver) do livro em questão – a pessoa dizia que achou o livro entediante, não curtiu a velocidade da narrativa e nem do desenvolvimento dos personagens, mas a avaliação dela era de 4 estrelas, o que me deixou confusa. 4 estrelas são reservados (para mim) para livros maravilhosos, livros que eu REALMENTE gostei, favoritos até, então como podia aquele pessoa não ter gostado e dar 4 estrelas? Não ela não tenha o direito, o skoob é dela e ela pode avaliar como quiser, mas eu fiquei sinceramente confusa por isso. Então cheguei a conclusão de que avaliações são subjetivas – subjetivas não só a tua leitura do livro (que vai ser sempre unica e pessoal), mas também ao modo como as pessoas encaram essas estrelas.

E você como avalia seus livros? Como eu? Ou não tem nenhum critério na hora de colocar as estrelas e simplesmente coloca o que o seu sentimento te disser? Me diga nos comentários!

The Truth About Alice por Jennifer Mathieu

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Esse livro conta uma história muito comum de um jeito completamente diferente. Alice Franklin é uma garota que sempre foi popular na sua escola e sempre namorou vários caras, até a festa em que ela (supostamente) dormiu com dois caras ao mesmo tempo e depois quando um desses caras morre e é (supostamente) sua culpa ninguém mais se importou com o que era verdade ou não, era mais fácil acreditar na fofoca que se espalhou pela pequena cidade e acabar com a reputação de Alice.

O jeito que esse livro conseguiu se destacar entre tantos outros livros sobre bullying foi a maneira que foi contado, o livro tem quatro POV’s diferentes Elaine, Josh, Kelsei e Kurt, os quatro tem personalidades e papeis completamente diferentes na história de Alice e o melhor é que as narrativas deles foram feitas de modo tão completamente único que não tem o menor perigo de confundir os personagens. Elaine é a verdadeira Regina George, a garota mais popular da escola e a mais poderosa também, e ela sabe disso e usa sempre a seu favor, apesar da personagem ser bem caracterizada eu não me irritei com os seus capítulos em nenhum momento. Josh é um jogador de futebol, melhor amigo de Brandon (o garoto que morreu) e apesar de ele não ter lá muitas qualidades para redimir dele gostei da sua narrativa pelo fato de ter humanizado Brandon.

Kelsei foi de longe a que mais me irritou, ela me lembrou muito da Jenny Humphrey na primeira temporada de Gossip Girl tentando desesperadamente ser aceita pelo grupo de garotas mais populares da escola e disposta a fazer de tudo para conseguir isso. E Kurt, ele é basicamente um desconhecido nos círculos sociais da escola, nem um pouco popular (e nem está atras disso), ele sempre observou Alice de longe e tinha uma paixão platônica pela garota e nos vemos os dois se conhecendo e criando uma amizade nesse livro – o que foi tão doce e deu uma leveza ao livro em certas partes.

E assim, através dos olhos dessas quatro pessoas nos acompanhamos a história de Alice, nos vemos o quanto esses boatos se tornaram algo maior, como afetaram ela em vários sentidos e o quanto as pessoas estão dispostas a mentir para manter o que elas acham importantes, seja uma amizade ou uma posição em um circulo social ou um garoto. Eu adorei o quanto todos personagens apesar de serem caricaturas de todo filme americano sobre ensino médio conseguiu humanizar esses personagens e mostrar suas motivações, desejos, defeitos e qualidades – e me mostrou também a complexidade que as pessoas tem em si.

Eu realmente recomendo esse livro para todo mundo que curte um livro bom, simples assim, mas especialmente para quem gosta de YA e livros contemporâneos, livros sobre bullying que não sejam depressivos e também adolescentes em geral. O livro foi publicado em junho desse ano pela Roaring Brook Press e o nível de inglês é básico.

Se interessou pelo livro? Então checa esse excerto das primeiras vinte páginas que está de graça no Google Play.

Recomendando: Paranormal

O “Recomendando” é um espaço aqui no blog que eu uso para recomendar livros para vocês leitores, eu sempre vou selecionar um gênero especifico para recomendar e vou escolher livros que me marcaram de alguma forma ou que apresentaram um história única – basicamente livros que eu acho que devem ler lidos por todos 🙂

Hoje eu vou recomendar um livro do gênero paranormal, mas honestamente eu não sei se essa é a classificação correta para esse livro – eu já vi ele ser classificado como fantasia, fantasia urbana, paranormal, magia, supernatural e mais algumas, e todas servem, só para mostrar o quão complexo esse livro é! Mas eu escolhi usar paranormal, mas se você gosta de algum dos outros gêneros fica a dica de que esse livro não se encaixa no “molde” que a maioria dos gêneros seguem.

Bom, vamos parar de enrolação, o livro em questão é “Os Garotos Corvos” da Maggie Stiefvater. Eu já tinha lido “Calafrio” da autora, mas tinha odiado, foi uma das piores leituras de 2013 achei entediante e levei séculos para terminar, mas eu já tinha ouvido falar muito bem dos outros livros da autora, um deles sendo “Os Garotos Corvos” assim quando vi a tradução dele na livraria comprei na hora e comecei a ler na hora mesmo – e me surpreendi!

Honestamente acho que esse é um dos livros que eu mais recomendo para as pessoas e é um dos meus livros favoritos de todos os tempos. Os motivos de eu amar tanto esse livro são: a sua escrita, que é lenta como em “Calafrio”, mas aqui ela funciona porque nos temos muito o que digerir, desde o começo esse livro é muito estranho (achei ele mais estranho que “Feito de Fumaça e Osso”) mas ao mesmo tempo eu nunca me senti perdida na história, como acontece em muitos livros de fantasia/paranormais; outro fator são os seus personagens, e essa é realmente a melhor parte desse livro, eu honestamente não consigo colocar em palavras o quanto eu me apeguei a esses personagens no final desse livro, eles são tão complexos e com falhas e tudo eu simplesmente amo os garotos corvos e a Blue. ❤

Resumo oficial do primeiro livro: “Todo ano, na véspera do Dia de São Marcos,­ Blue Sargent vai com sua mãe clarividente até uma igreja abandonada para ver os espíritos daqueles que vão morrer em breve. Blue nunca consegue vê-los — até este ano, quando um garoto emerge da escuridão e fala diretamente com ela. Seu nome é Gansey, e ela logo descobre que ele é um estudante rico da Academia Aglionby, a escola particular da cidade. Mas Blue se impôs uma regra: ficar longe dos garotos da Aglionby. Conhecidos como garotos corvos, eles só podem significar encrenca.Gansey tem tudo — dinheiro, boa aparência, amigos leais —, mas deseja muito mais. Ele está em uma missão com outros três garotos corvos: Adam, o aluno pobre que se ressente de toda a riqueza ao seu redor; Ronan, a alma perturbada que varia da raiva ao desespero; e Noah, o observador taciturno, que percebe muitas coisas, mas fala pouco.Desde que se entende por gente, as médiuns da família dizem a Blue que, se ela beijar seu verdadeiro amor, ele morrerá. Mas ela não acredita no amor, por isso nunca pensou que isso seria um problema. Agora, conforme sua vida se torna cada vez mais ligada ao estranho mundo dos garotos corvos, ela não tem mais tanta certeza. De Maggie Stiefvater, autora do aclamado A Corrida de Escorpião, esta é uma nova série fascinante,­ em que a inevitabilidade da morte e a natureza do amor nos levam a lugares nunca antes imaginados.”

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Gift por Andrea J. Buchanan

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Daisy tem um poder, algo nela faz com que nunca possa tocar em nenhum eletrônico sem estraga-los ou pelo menos deixa-los danificados por um tempo, mas agora ela já se acostumou a uma vida sem eletrônicos e até conseguiu uma amiga que a aceita com suas estranhezas. Mas quando Daisy encontra sua colega de classe, Vivi, quase morrendo no chão do banheiro feminino da sua escola as coisas começam a mudar.

Esse livro tem uma pegada bem artística, já que todos personagens estão envolvidos em alguma forma de arte ao longo da história e o que eu curti foi que no final do e-book nos temos a arte de cada personagem. Para Kevin, um musico, tem as letras de suas musicas e o seu canal no Youtube (e realmente existe!), para Danielle nos temos a escrita, através do seu diário (por sinal, não o leia antes de ler o livro porque contém spoilers da história), para Vivi nos temos uma “Graphic Novel” da história do livro – essa foi o que eu mais gostei, provavelmente pelo fato de eu curtir Graphic Novels, apesar de quase nunca ler.

Agora sobre a história em si, esse livro é do gênero paranormal e quando bem feito eu não tenho problemas com esse gênero, mas nesse caso… O maior problema que eu tive foi que nos temos mais de um aspecto paranormal na história – Daisy e seu poder com eletricidade e podendo ver “auras”, também umas visões que as três garotas estão tendo desde que Daisy achou Vivi no banheiro e com Vivi e o seu namorado que existe ou não é simplesmente muita coisa para um livro só. Ou talvez não seja, mas na maior parte do tempo eu senti como se esses eventos não tivessem a menor relação e quando eles finalmente se juntaram já foi tarde demais.

E os personagens também não foram exatamente únicos também, nenhum deles se tornou relevante para mim e acabaram se tornando muito unidimensionais, sem passar nenhuma emoção para a minha leitura. Ainda assim eu consegui terminar o livro facilmente (talvez o maior motivo para isso tenha sido minha falta de acesso a internet haha) e não é parte de uma série, algo raro atualmente.

Recomendo esse livro para fãs do gênero paranormal que não tem absolutamente mais nada para ler ou que querem muito não começar uma série nova. O livro foi publicado em 2012 e o nível de inglês é médio.

I Become Shadow por Joe Shine

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Ren tinha quatorze anos quando foi abduzida da sua vida para uma organização do governo chamada F.A.T.E. com o objetivo de ser treinada para se tornar a melhor guarda costa possível – sem sentimentos, sem dor, sem vida própria – de um futuro líder/pessoa importante para a sociedade. Após quatro anos de treinamento ela está pronta para sair para sua primeira missão, mas é claro que nada vai sair como o esperado.

Acho que o único problema que algumas pessoas podem ter com esse livro é a sua escrita, Ren é a nossa narradora, mas as vezes ela fala com os leitores, de um jeito bem Machado de Assis dizendo coisas como “oh, preste atenção agora vamos voltar alguns anos no passado”. E também tem esse lance de passado/presente, o começo do livro se passa quatro anos atras (quando Ren foi abduzida) e depois ao longo da história nos pulamos para o presente (quando ela já terminou o treinamento e está indo para a sua primeira missão), o que pode ser um pouco confuso para alguns, mas nenhuma dessas coisas me incomodaram.

Sobre a nossa personagem principal, Ren, eu não consegui deixar de imaginar ela como uma versão feminina do Seth Cohen com seu jeito irônico de encarar as coisas, mas ela é uma versão do Seth que pode entrar em brigas e vencer. Outros personagens importantes são Junie, outro “Shadow” como Ren que a ajudou a passar pelos anos de tortura e é seu melhor amigo, e Gareth, a primeira missão de Ren, um completo nerd que é tão terrível em convívio social quanto Ren – mas os dois acabam se tornando amigos. E, bom, o livro acaba tendo um triângulo amoroso com esses personagens e foi o único ponto que me fez ficar meio “meh” com o livro, na minha opinião foi completamente desnecessário ter um romance nesse livro (já que parece ser o primeiro de uma série) no meio de toda sua ação.

E por falar na ação esse livro tem várias cenas que valem a pena ler para todos amantes do gênero. O começo da história já nos mostra o treinamento de Ren para se tornar uma “Shadow”, passando por todo tipo de tortura mental e física que me lembrou bastante de Divergente quando Tris treinava para entrar em Audácia. E mas para a metade/final do livro nos também temos umas sequencias de ação que uau, me deixaram grudada as páginas e terminaram o livro com um super gosto de quero mais.

Recomendo esse livro para todos fãs de ficção cientifica e acho que funciona também para fãs de distopias, já que todo esse lance do governo abduzir adolescentes nos deixa com uma pulga atras da orelha, fãs de livros recheados de ação também vão amar. O livro foi publicado em junho, pela editora Soho Teen e o nível de inglês é médio.

My Last Kiss por Bethany Neal

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Cassidy está morta. Mas então porque ela voltou na forma de um fantasma? Ela não se lembra de nada da semana do seu aniversário de 17 anos – da semana antes de sua morte, mas porque? Aos poucos o leitor e Cassidy vão decifrando essas e outras perguntas sobre a morte de Cassidy e a sua vida antes de morrer, desde perguntas banais sobre a vida amorosa dela até coisas mais sérias como se sua morte foi um acidente ou algo proposital.

Eu não leio muitos mistérios, mas My Last Kiss foi um livro fácil de ler já que desde o prologo me fez ficar grudada as suas páginas. Nessa leitura não a tempo para ficar de bobeira entendiado sem saber para onde a trama está indo, desde o começo o mistério está presente em todas páginas e sempre temos o foco bem claro de descobrir o que se passou na vida de Cassidy antes da sua morte.

Isso fez com que essa leitura fosse fácil, porque eu TINHA que saber o que tinha acontecido e quem estava envolvido em tudo isso, ao longo da leitura criei mil teorias e tenho que admitir que lá pela metade do livro achei que todos eram culpados de algo. Nessa parte o fantasma-Cassidy foi muito importante, já que ela podia seguir todos sem ser vista ou ouvida (exceto por uma exceção bem estranha, mas isso vocês descobrem mais lendo o livro :p).

Mas apesar do bom mistério eu não consegui me conectar com nenhum dos personagens ao longo da história, o que deixou o livro sendo só uma leitura ok quando poderia ter sido muito mais. Não sei exatamente o porque dos personagens não terem me tocado já que o livro tenta passar sentimentos de dor pela perda de um familiar/amigo, e também de romance e amizade em algumas partes tudo passou por mim sem efeito.

No fim das contas eu recomendo esse livro para fãs de um bom mistério que procuram algo do tipo no gênero Young Adult. O livro foi publicado junho pela Farrar, Straus and Giroux, e o nível de inglês é médio.