O Chamado do Monstro por Patrick Ness

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Conor é um garoto de treze anos que recebe um chamado muito diferente em uma noite, o chamado de um monstro. A primeira vez acontece ele acredita que foi só um sonho, mas o monstro continua a aparecer e a cada vez um sinal  a mais mostra que o monstro é real, a partir dai Conor precisa decifrar porque o mostro continua aparecendo, não é para amedronta-lo e sim para outra coisa…

Apesar de ter uma linguagem destinada a um publico mais infantil esse livro deve ser lido pelo público de todas idades, sem restrições, não se intimide pela classificação essa história deve ser lida por todos, porque é incrivelmente linda. Esse é o meu primeiro (e único até o momento) livro que eu li do Patrick Ness, mas eu definitivamente quero ler outros títulos dele, o jeito que ele contou essa história me deu falas lindas para marcar e despertou todas emoções em mim.

A história de Conor é algo estranhamente comum, eu não vou dizer porque acho que pode estragar a história em si (que já é tão curta), mas basicamente Conor é um garoto de treze anos nada comum, ele vem passando por um tempo difícil – que é difícil em qualquer idade, mas aos treze anos pode acabar se tornando algo traumático até – e estranhamente quem vai ajuda-lo é um monstro.

O jeito como a história misturou a vida de Conor, com a história do monstro foi perfeita, eu normalmente não gosto muito de livros que misturam dia a dia com fantasia, normalmente eu acho eles mais difíceis de se conectar com os personagens e com a história em si, mas não nesse caso, nesse caso os aspectos fantásticos foram necessários para o desenvolvimento da história e eu não vejo como poderia ter sido contada de outro jeito.

Eu acredito que essa história vai te tocar de um jeito que poucas histórias conseguem. Eu sei que ela me tocou, me fez chorar, rir, meu coração ficar alegre e triste ao mesmo tempo, e se tornou com certeza um dos meus livros favoritos de todos os tempos.

O chamado do Monstro foi publicado aqui no Brasil em 2011, pela editora Ática.

Don’t Even Think About It por Sarah Mlynowski

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Don’t Even Think About It conta a história de uma turma de estudantes que desenvolve poderes de se comunicar por pensamento e ler os pensamentos das pessoas a sua volta quando toma uma vacina para gripe que não era exatamente uma vacina para gripe. Misturando drama escolar com o paranormal esse livro tem um tom de Mean Girls e Gossip Girls com muita risada no caminho.

Primeiramente eu tenho que dizer que amei esse livro, a sinopse pode parecer estranha e o livro tem uma ideia totalmente diferente mesmo, mas a questão é que o humor presente no livro me vendeu. Eu não me lembro de rir tanto (nem tão alto) lendo um livro em muito,  muito tempo, os poderes psíquicos deram espaço para as mais variadas situações e confusões.

O livro também acaba dando maior atenção para a parte do drama escolar, romântico e familiar do que para a parte paranormal da história, veja bem quando esses adolescentes descobrem seus poderes eles não estão prontos para salvar o mundo do mal ou até mesmo descobrir o que aconteceu com eles. Algumas se preocupam mais em como conseguir um encontro com o cara de quem gosta, outras em descobrir se o cara gosta dela, outros acabam ouvindo dramas familiares que nem tinham ideia, enfim coisas básicas do dia a dia, e isso pode ser uma decepção para quem leu a sinopse e esperou uma leitura mais paranormal.

A narrativa pode ser confusa para algumas pessoas também, já que o narrador se denomina “nos” e realmente é um grupo de 20 e poucas pessoas contando a história, mas dentro dessa narrativa nos temos olhares dentro da vida privada de apenas alguns desses estudantes. Comigo esse estilo funcionou e apesar do livro ser curto eu me apeguei aos personagens, torcia pelos relacionamentos deles e para tudo se ajeitar no final.

No final das contas “Don’t Even Think About It” é uma das minhas leituras favoritas de 2014 e eu tenho certeza de que muita gente não vai gostar desse livro, mas para mim foi uma das leituras mais felizes que eu já tive. O título foi publicado em março nos USA, pela Delacorte Press.

 

Top Ten Clues You’re Clueless por Liz Czukas

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Chloe tem que trabalhar na véspera do natal, o que deveria ser uma chatice, mas como todos os empregados da GoodFoods também vão ter que trabalhar isso significa que Tyson, o garoto por quem Chloe tem uma queda a tempos, vai estar lá também. Tudo parecia ir como o esperado até que a caixa de caridade da loja é roubada e pior, todos os empregados menores de idade estão sendo acusados do roubo. Agora Chloe tem que ficar após seu turno trancada com um monte de garotos e garotas que ela não conhece e tentar livrar seu nome das acusações.

Esse livro é difícil de classificar como bom ou ruim porque eu tive reações diferentes para ele, diferente do outro livro de Czukas eu não me senti tão investida nos personagens desde o começo da história. Nos sempre seguimos a narrativa de Chloe, a personagem principal, uma garota bem quieta e sem muitos amigos – não só no seu local de trabalho, mas em geral – e apesar de ser fácil de simpatizar com ela em alguns pontos eu fiquei frustada com as atitudes dela, como com relação a sua diabetes.

Também achei que, apesar do livro ser extremamente curto, a história se arrastava, como se não tivesse trama o suficiente para preencher as páginas e me senti entendiada em mais de um momento do livro, principalmente no começo da história. Mas em outros pontos esse livro também conseguiu ser  hilária – o que é sempre bom em um livro, e acho que no final a história me ganhou, comecei a gostar mais dos personagens e simpatizar com todos eles, e acredito que da metade em diante o sentimento de tédio desapareceu da história.

Basicamente esse livro é a história de pessoas completamente diferentes que acabam sendo jogadas em uma situação juntas em que os força a se conhecer melhor e trabalharem juntos para limpar seus nomes. Acho que o fato de ser uma história de natal da um toque a mais, já que é realmente algo perfeito para ler na véspera do natal – é um livro cheio de doçura, esperança e amizade.

Recomendo ele para fãs de histórias de natal e também para fãs do gênero contemporâneo. O livro foi publicado em dezembro desse ano, pela Harper Teen, e o nível de inglês é básico.

 

To All The Boys I’ve Loved Before por Jenny Han

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To All The Boys I’ve Loved Before é o mais novo título da autora Jenny Han, mais conhecida por seus outros livros: O verão que mudou a minha vida e Olho por olho, já publicados aqui no Brasil pela Galera Record e Novo Conceito, respectivamente. Apesar de não ter lido nenhum desses títulos fiquei curiosa com todo o burburinho em cima do novo lançamento da autora e resolvi checar e descobrir por mim mesma do que se tratava.

O livro vai contar a história de Lara Jean, uma garota de dezesseis anos, que escreve cartas para todos os garotos que ela já gostou como um mecanismo para lidar com o fim do relacionamento/queda, nessas cartas ela coloca todos os porquês dela gostar do garoto e o que ela odeia também, tudo extremamente pessoal e que deveria ser privado. Até que um dia todos os garotos começam a receber essas cartas da Lara Jean, sem saber quem as mandou uma série de confusões começam a acontecer.

E que confusões hein? Eu não quero dizer muito porque acredito que seria spoiler, mas a vida amorosa da Lara Jean fica exponencialmente mais interessante depois que as cartas são mandadas. E eu fiquei dividida enquanto lia o livro sobre com quem eu queria que a Lara Jean ficasse porque gente, é confuso! Todas situações são… delicadas, e ugh.

Mas isso também deu lugar para muitas risadas ao longo da história, Peter, um dos personagens, tem um humor que é exatamente o meu tipo com tiradas sarcásticas e eu não conseguia evitar e ria todas as vezes.

E apesar de ter bastante romance na história não é algo que é feito de modo excessivo, pelo menos não achei, no meio do romance nos temos várias cenas do dia a dia familiar da Lara Jean, já que ela esta sofrendo uma tremenda mudança com a ida da sua irmã mais velha para faculdade na Europa, tendo que assumir o papel de responsável da casa (já que sua mãe morreu quando elas eram crianças) e tentando lidar com a irmã mais nova do melhor jeito possível. Essa história pintou esse retrato de forma muito realista e me fez desejar ter irmãs que eu pudesse ter um relacionamento como o delas.

Outra coisa que se destacou nesse livro foi a escrita, como eu disse acima eu nunca tinha lido nenhum livro pela Jenny Han, mas assim que eu terminei esse fui correndo stalkear ela, porque durante todo o tempo que eu estava lendo esse livro eu fiquei com um sorriso bobo no rosto tinha momentos que eu me perguntava: porque eu to rindo? nem é uma cena tão engraçada assim! Mas eu não conseguia parar de ter aquele sentimento de que tudo estava bem no mundo enquanto eu estava lendo esse livro.

Assim que eu terminei eu fiquei: OMG CADÊ O SEGUNDO LIVRO? Eu não sabia que era uma duologia até terminar o livro e aquele final ugh, pior cliffhanger ever. Esse livro foi publicado nos USA em abril desse ano, pela Simon & Schuster Books For Young Readers. Eu indicaria ele para todo mundo que tem um nível básico de inglês e esta tentando engrenar em uma leitura mais fácil para começar a ler em outra língua. 

 

No Aleatório

Oi gente, hoje eu estou aqui com mais um No Aleatório, basicamente eu compartilho com vocês uma musica que eu escolhi de modo aleatório (ou nem tanto) entre as musicas que eu ouço e vou combinar essa  musica com um livro que me fez lembrar da musica, dai eu vou explicar o porque da combinação. Esse post não contém spoilers.

E a musica da vez é She’s Long Gone dos The Black Keys, e essa é mais uma das musicas que eu sinto que muita gente não conhece mas que deveriam (pelo menos para quem gosta de um rock indie, essa é perfeita). E o livro que eu escolhi combinar com essa musica foi The Falconer, da Elizabeth May, na realidade não tanto o livro, mas sim a personagem principal.

Eu acho que essa musica tem tudo a ver com Aileana, a nossa personagem principal, que está mais preocupada com matar fadas do que com seus bailes e vestidos de festa ou casamentos arranjados por seu pai. O tom da musica combina com a quantidade de cenas de ação que temos nesse livro.

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*Clique na imagem acima para ouvir a musica. 

E ai já conheciam a música? E o livro?

Quem tem medo do lobo mau, lobo mau…

Oi gente, hoje eu estou aqui para falar um pouquinho para vocês sobre um medo que eu tenho em relação a livros: o medo de livros grandes. Eu não sei quando isso começou, mas atualmente eu sempre verifico o número de páginas de um livro e quanto maior ele é, mais para baixo da minha tbr pile ele vai, injusto né?

Algumas vezes os livros são de séries que eu gosto, por exemplo com “Princesa Mecânica” eu comprei o livro em inglês, encomendei ele messes antes do lançamento no exterior, fiquei contando as oito semanas que levou para chegar depois do lançamento e corri para a loja no mesmo dia que recebi o e-mail de confirmação de que meu pedido tinha chegado, mas ao chegar em casa e encarrar aquele livro enorme eu… Amarelei. Botei ele na minha estante e só fui pegar ele para ler quase um ano depois, e isso que era a conclusão de uma trilogia!

Outras vezes são ARC’s que eu acabo por nem ler para deixar passar outros livros menores e mais rápidos de ler na frente da minha lista de leituras, várias vezes acabam sendo livros de autores que eu gosto como “Afterworlds” do Scott Westerfeld – eu amei a série “Feios” dele, mas ao baixar o ARC e ver as (apenas) 608 páginas, em fonte tão pequena que mesmo lendo de perto vou ter que usar meus óculos admito que senti um medo, um pavor de todas aquelas páginas.

E esse medo todo em torno de livros grandes só começou a existir nos últimos anos, com uma quantidade cada vez maior de livros não lidos na minha estante, com uma quantidade cada vez mais limitada de tempo para ler e a cada mês com mais e mais ARC’s que parecem tão promissores eu comecei a ver que não ia dar para ler todos os livros que me interessavam (ainda não estou ok com isso) e comecei a ler livros que podem ser lidos facilmente em um dia ou alguns poucos dias, porque a cada vez que eu termino mais um livro (especialmente ARCs) eu sinto aquele prazer e alivio imenso de ter concluído algo e ao ler livros grandes, a cada dia que eu passo a mais lendo sinto como se estivesse falhando em algo.

Eu quero acabar com esse medo dos livros grandes porque livros foram feitos para lazer e recreação, então não a nada de errado em levar mais de uma semana para terminar um livro – se a leitura é boa e está cumprindo o seu papel de lazer tudo está bem.

E ai, você também foge de livros gigantes? Ou nem se importa com isso?

Recomendando: Distopia

O “Recomendando” é um espaço aqui no blog que eu uso para recomendar livros para vocês leitores, eu sempre vou selecionar um gênero especifico para recomendar e vou escolher livros que me marcaram de alguma forma ou que apresentaram um história única – basicamente livros que eu acho que devem ler lidos por todos 🙂

Hoje eu vou recomendar uma distopia para vocês, para aqueles que não sabem distopia é o contrario da utopia (um mundo perfeito e idealizado). Distopias normalmente são representadas com governos autoritários, totalitários e opressores, normalmente mostrando uma realidade possível se algo fosse extrapolado (por exemplo, uma guerra nuclear destruísse toda a população atual do mundo) e deve estar ligada a sociedade atual (como um possível futuro).

E eu vou recomendar Os jogos vorazes, eu sei, eu sei, todo mundo já cansou de ouvir falar nessa série agora que os filmes estão bombando nos cinemas, mas essa é definitivamente a melhor série distópica que eu já li até hoje. Vai dizer que você não consegue imaginar uma situação em que o mundo acabe em um regime totalitário, de novo, para controlar a população apos uma grande guerra? Porque eu vejo isso como algo possível.

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E eu adoro como essa história não poupa seus leitores, Suzanne Collins não tem medo de chocar e arriscar, a cada livro essa série fica mais intensa, fazendo com que as emoções aumentem a cada vez e que a ligação com os personagens fique maior. Definitivamente uma leitura que deve ser feita!

Os três livros da série já foram publicados aqui no Brasil pela editora Rocco. E você, já leu essa série? Gostou e recomendou também?